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    <title>ANONIMO</title>
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    <description>Rogerio Santos</description>
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    <pubDate>Thu, 05 Nov 2009 03:25:15 GMT</pubDate>
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    <itunes:author>Rogerio Santos</itunes:author>
    <itunes:summary>Entre a ponte e o abismo existem as palavras a serem ditas... antes de consum&#225;-las como ruido &#233; preciso ro&#234;-las como gesto.</itunes:summary>
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      <title>Tua Coisa</title>
      <description>&lt;img src="http://anonimo.podOmatic.com/mymedia/thumb/1022504/0x0_1219919.jpg" alt="itunes pic" /&gt;&lt;br /&gt;Tanto faz
Essas ruas paralelas
Para Elas
Se insinuarem desnudas nas esquinas
Ex-meninas
E suas tetas bicudas e marginais
Madrigais
Como o broto da roseira
Bobeira mesmo &#233; ficar por aqui

Eu quero mais
Mirar teu corpo de bru&#231;os na areia
Creia
Ceia de sol, de beleza e calor
Meu amor
O amor &#233; para os que tem cora&#231;&#227;o
Como n&#227;o?!
Bobeira mesmo &#233; ficar sem voc&#234;

Me deixe em paz
Se n&#227;o quiser vir curtir numa boa
Atoa
Nos ro&#231;ando na cama at&#233; o carnaval
Canibal
Se fartando de pernas, boca e orelha
Bobeira mesmo &#233; agente morrer...

...Na madrugada de um dia trinta
De uma noite aflita
No colo da Rita</description>
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      <pubDate>Wed, 17 Sep 2008 01:07:22 GMT</pubDate>
      <dcterms:modified>2008-09-17</dcterms:modified>
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      <dc:creator>Rogerio Santos</dc:creator>
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      <itunes:summary>Tanto faz
Essas ruas paralelas
Para Elas
Se insinuarem desnudas nas esquinas
Ex-meninas
E suas tetas bicudas e marginais
Madrigais
Como o broto da roseira
Bobeira mesmo &#233; ficar por aqui

Eu quero mais
Mirar teu corpo de bru&#231;os na areia
Creia
Ceia de sol, de beleza e calor
Meu amor
O amor &#233; para os que tem cora&#231;&#227;o
Como n&#227;o?!
Bobeira mesmo &#233; ficar sem voc&#234;

Me deixe em paz
Se n&#227;o quiser vir curtir numa boa
Atoa
Nos ro&#231;ando na cama at&#233; o carnaval
Canibal
Se fartando de pernas, boca e orelha
Bobeira mesmo &#233; agente morrer...

...Na madrugada de um dia trinta
De uma noite aflita
No colo da Rita</itunes:summary>
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    <item>
      <title>Soneto do Adeus</title>
      <description>&lt;img src="http://anonimo.podOmatic.com/mymedia/thumb/1022504/0x0_682055.jpg" alt="itunes pic" /&gt;&lt;br /&gt;Guarde os tost&#245;es
E o rascunho de um poema
Que n&#227;o acabei
Deixado sobre o teu criado mudo
Naquela manh&#227; de quarta-feira
Como pren&#250;ncio do meu adeus
Depois disso
Te aconselho mudar
a mob&#237;lia do teu quarto
E a fotografia na moldura
Ao lado da cama

Guarde com carinho
Os discos do Caetano
N&#227;o precisar&#225;s mais deles
Mesmo quando sentir
as voltas com a tristeza
ou o efeito da saudade
Ou se alguma lembran&#231;a
Vier lhe incomodar na madrugada
Pense no carnaval do ano passado
Ou no pr&#243;spero que ir&#225; chegar

Se assim mesmo persistirem
Como alaridos recorrentes
Lembre, com nostalgia
dos amores que teve antes do meu
Mas esque&#231;a deste &#250;ltimo
que escorreu pela palma da tua m&#227;o
Sem perceber

Do contr&#225;rio...
Durma,
antes que o dia amanhe&#231;a.</description>
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      <pubDate>Thu, 13 Sep 2007 12:32:59 GMT</pubDate>
      <dcterms:modified>2008-06-11</dcterms:modified>
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E o rascunho de um poema
Que n&#227;o acabei
Deixado sobre o teu criado mudo
Naquela manh&#227; de quarta-feira
Como pren&#250;ncio do meu adeus
Depois disso
Te aconselho mudar
a mob&#237;lia do teu quarto
E a fotografia na moldura
Ao lado da cama

Guarde com carinho
Os discos do Caetano
N&#227;o precisar&#225;s mais deles
Mesmo quando sentir
as voltas com a tristeza
ou o efeito da saudade
Ou se alguma lembran&#231;a
Vier lhe incomodar na madrugada
Pense no carnaval do ano passado
Ou no pr&#243;spero que ir&#225; chegar

Se assim mesmo persistirem
Como alaridos recorrentes
Lembre, com nostalgia
dos amores que teve antes do meu
Mas esque&#231;a deste &#250;ltimo
que escorreu pela palma da tua m&#227;o
Sem perceber

Do contr&#225;rio...
Durma,
antes que o dia amanhe&#231;a.</itunes:summary>
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    <item>
      <title>A generosidade do artista</title>
      <description>&lt;img src="http://anonimo.podOmatic.com/mymedia/thumb/1022504/0x0_682056.jpg" alt="itunes pic" /&gt;&lt;br /&gt;Ah! Essa tal de "internet"!!! Esse oceano que nos traz as pessoas com suas mar&#233;s, suas brumas e que acabam comungando conosco na praia. S&#227;o tantas ondas e tantas pessoas! Nos causam furor as vezes. As vezes nos trazem o crescimento. Foi numa dessas brumas que veio a poeta paranaense B&#225;rbara Lia. Mulher que n&#227;o se encaixa numa solit&#225;ria linha de escrita. B&#225;rbara &#233; grande e nata expectadora do universo que tange o teu redor. Al&#233;m da grandeza que lhe concerne, B&#225;rbara &#233; generosa. Tem faltado artistas com sua generosidade hoje em dia.

De c&#225; do baixo de onde me encontro posso assum&#237;-la como minha mais nova amiga.

Abaixo transcrevo tua cr&#237;tica - solene - a minha poesia. Ave B&#225;rbara...

----------------

A DAN&#199;A DO POEMA NO ESCURO MIL&#202;NIO


Rog&#233;rio Santos faz versos que narra o seu tempo. Sua poesia n&#227;o colore as paredes do agora. Houve um tempo que o homem narrava sua aldeia. Todos os muros ca&#237;ram e os poetas perplexos tentam reunir o espanto em seus versos que n&#227;o s&#227;o mais de jardins, mas, de cidades desmoronadas. Tempos duros demais para o poema: 

Infelizmente eu escrevo 
Sobre uma evid&#234;ncia 
Que me conduzir&#225; &#224; garganta da noite.

A aus&#234;ncia do n&#237;tido norte, que era, na verdade, uma ilus&#227;o. Fui crian&#231;a no tempo em que era poss&#237;vel maquiar a vida dentro dos quintais. Esconder os segredos da humanidade fera. Isto n&#227;o se faz mais poss&#237;vel. Ent&#227;o, os poetas de hoje n&#227;o ouvem estrelas, eles as perscrutam, como um s&#225;bio buscando segredos. Nem sabem muito bem que caminho seguir, pois as b&#250;ssolas foram estilha&#231;adas...
...
o ch&#227;o sumira 
sob a sola suja dos teus p&#233;s 
que apontavam todas as dire&#231;&#245;es 
como um carrossel
...
E neste caos sem volta, as vozes dos poetas n&#227;o flanam acima como outrora, v&#227;o entre as gentes, como ambulantes que anunciam cada qual sua verdade, mesmo que apontassem o para&#237;so ali na esquina, de nada adiantaria, pois n&#227;o h&#225; mesmo como se acreditar em nada.

B&#193;RBARA LIA
Curitiba (PR).
04.08.2007</description>
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      <pubDate>Sun, 05 Aug 2007 02:14:53 GMT</pubDate>
      <dcterms:modified>2008-03-22</dcterms:modified>
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      <dc:creator>Rogerio Santos</dc:creator>
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De c&#225; do baixo de onde me encontro posso assum&#237;-la como minha mais nova amiga.

Abaixo transcrevo tua cr&#237;tica - solene - a minha poesia. Ave B&#225;rbara...

----------------

A DAN&#199;A DO POEMA NO ESCURO MIL&#202;NIO


Rog&#233;rio Santos faz versos que narra o seu tempo. Sua poesia n&#227;o colore as paredes do agora. Houve um tempo que o homem narrava sua aldeia. Todos os muros ca&#237;ram e os poetas perplexos tentam reunir o espanto em seus versos que n&#227;o s&#227;o mais de jardins, mas, de cidades desmoronadas. Tempos duros demais para o poema: 

Infelizmente eu escrevo 
Sobre uma evid&#234;ncia 
Que me conduzir&#225; &#224; garganta da noite.

A aus&#234;ncia do n&#237;tido norte, que era, na verdade, uma ilus&#227;o. Fui crian&#231;a no tempo em que era poss&#237;vel maquiar a vida dentro dos quintais. Esconder os segredos da humanidade fera. Isto n&#227;o se faz mais poss&#237;vel. Ent&#227;o, os poetas de hoje n&#227;o ouvem estrelas, eles as perscrutam, como um s&#225;bio buscando segredos. Nem sabem muito bem que caminho seguir, pois as b&#250;ssolas foram estilha&#231;adas...
...
o ch&#227;o sumira 
sob a sola suja dos teus p&#233;s 
que apontavam todas as dire&#231;&#245;es 
como um carrossel
...
E neste caos sem volta, as vozes dos poetas n&#227;o flanam acima como outrora, v&#227;o entre as gentes, como ambulantes que anunciam cada qual sua verdade, mesmo que apontassem o para&#237;so ali na esquina, de nada adiantaria, pois n&#227;o h&#225; mesmo como se acreditar em nada.

B&#193;RBARA LIA
Curitiba (PR).
04.08.2007</itunes:summary>
    </item>
    <item>
      <title>Meu Aleph - de B&#225;rbara Lia</title>
      <description>&lt;img src="http://anonimo.podOmatic.com/mymedia/thumb/1022504/0x0_682057.jpg" alt="itunes pic" /&gt;&lt;br /&gt;Houve um tempo
Em que em minhas veias
Corria um rio de jasmim.

Naquele sobrado
Com balan&#231;o no jardim
E m&#250;sicas de Villa-Lobos.

Houve um tempo
Em que o barulho da chuva
Adormecia as crian&#231;as.

Toda leveza, dias brancos
Em que eu era o algod&#227;o doce
Na boca da monotonia...

...E ela a diluir-me
Entre seus dentes
L-e-n-t-a-m-e-n-t-e.

Houve um tempo
Em que acreditei em Deus
E me cobri de l&#237;rios...

...Corpo tes&#227;o moreno
Em roupas de Woodstock,
Fugindo de m&#227;os lascivas.

Houve um tempo...

As crian&#231;as cresceram.
N&#227;o h&#225; sobrado. N&#227;o h&#225; Jardim.
N&#227;o h&#225; Deus...

...Nem melodia de chuva.
O piso branco me acena
Quatro andares abaixo.

A lua zomba da minha solid&#227;o.
&#193;cida, aponta estrelas
Que n&#227;o s&#227;o minhas.

B&#234;bada, me tira pra dan&#231;ar,
Depois, deita-me naquela cruz

&#8212; Cruzeiro do sul.

Acordo
E tem um rio podre
Em minhas veias...

...Rasga e acelera
Meu cora&#231;&#227;o
Em m&#225;goa coagulada.

Nas pessoas, n&#227;o h&#225; sorrisos.
Nem esperan&#231;as de primavera.
E na luz do dia, me apavoro...

...Rostos que olho e
Vejo cad&#225;veres,
Meninos mortos, esquel&#233;ticos.

&#193;rvores sangrando
Folhas negras
E vento rasgando a rua.

Os cachec&#243;is coloridos
S&#227;o forcas esgar&#231;adas

E as cal&#231;adas, areias movedi&#231;as.

A m&#250;sica enlouquece em
Guitarras estridentes.
Anjos sat&#226;nicos dedilhando gritos.

O sol esfria nas art&#233;rias.
O aroma do p&#227;o fresquinho congela no ar
E n&#227;o chega aqui, para me lembrar &#8212; &#233; dia!

&#201; noite! Apocalipse!
Morte dentro, ang&#250;stia
De n&#227;o poder amar-te &#8212; Meu Aleph!

Calar o universo que me ninava
Como chuva na grama.
Que me fazia pisar o Jardim de Deus.

&#201; um apocalipse de m&#225;goa,
Ter que calar teu nome,
E n&#227;o poder gritar saudades.

Poema: B&#225;rbara Lia
Voz e enredo sonoro: Rog&#233;rio Santos</description>
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      <pubDate>Sun, 05 Aug 2007 02:03:06 GMT</pubDate>
      <dcterms:modified>2008-06-13</dcterms:modified>
      <dcterms:created>2007-08-05</dcterms:created>
      <link>http://anonimo.podOmatic.com</link>
      <dc:creator>Rogerio Santos</dc:creator>
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Em que em minhas veias
Corria um rio de jasmim.

Naquele sobrado
Com balan&#231;o no jardim
E m&#250;sicas de Villa-Lobos.

Houve um tempo
Em que o barulho da chuva
Adormecia as crian&#231;as.

Toda leveza, dias brancos
Em que eu era o algod&#227;o doce
Na boca da monotonia...

...E ela a diluir-me
Entre seus dentes
L-e-n-t-a-m-e-n-t-e.

Houve um tempo
Em que acreditei em Deus
E me cobri de l&#237;rios...

...Corpo tes&#227;o moreno
Em roupas de Woodstock,
Fugindo de m&#227;os lascivas.

Houve um tempo...

As crian&#231;as cresceram.
N&#227;o h&#225; sobrado. N&#227;o h&#225; Jardim.
N&#227;o h&#225; Deus...

...Nem melodia de chuva.
O piso branco me acena
Quatro andares abaixo.

A lua zomba da minha solid&#227;o.
&#193;cida, aponta estrelas
Que n&#227;o s&#227;o minhas.

B&#234;bada, me tira pra dan&#231;ar,
Depois, deita-me naquela cruz

&#8212; Cruzeiro do sul.

Acordo
E tem um rio podre
Em minhas veias...

...Rasga e acelera
Meu cora&#231;&#227;o
Em m&#225;goa coagulada.

Nas pessoas, n&#227;o h&#225; sorrisos.
Nem esperan&#231;as de primavera.
E na luz do dia, me apavoro...

...Rostos que olho e
Vejo cad&#225;veres,
Meninos mortos, esquel&#233;ticos.

&#193;rvores sangrando
Folhas negras
E vento rasgando a rua.

Os cachec&#243;is coloridos
S&#227;o forcas esgar&#231;adas

E as cal&#231;adas, areias movedi&#231;as.

A m&#250;sica enlouquece em
Guitarras estridentes.
Anjos sat&#226;nicos dedilhando gritos.

O sol esfria nas art&#233;rias.
O aroma do p&#227;o fresquinho congela no ar
E n&#227;o chega aqui, para me lembrar &#8212; &#233; dia!

&#201; noite! Apocalipse!
Morte dentro, ang&#250;stia
De n&#227;o poder amar-te &#8212; Meu Aleph!

Calar o universo que me ninava
Como chuva na grama.
Que me fazia pisar o Jardim de Deus.

&#201; um apocalipse de m&#225;goa,
Ter que calar teu nome,
E n&#227;o poder gritar saudades.

Poema: B&#225;rbara Lia
Voz e enredo sonoro: Rog&#233;rio Santos</itunes:summary>
    </item>
    <item>
      <title>A DAN&#199;A DO ALGOD&#195;O</title>
      <description>&lt;img src="http://anonimo.podOmatic.com/mymedia/thumb/1022504/0x0_682058.jpeg" alt="itunes pic" /&gt;&lt;br /&gt;as 16:30 f&#244;ra aceso o incenso
no canto da sala 
revestida de arte dec&#243;
e cores p&#250;rpuras de &#243;pio

pouco depois
seu corpo exaltava a via crucis
como pomba gira sem norte
ou exu na contra-m&#227;o

ali, como num teatro
nasciam seus dem&#244;nios em segredo
e morreriam depois
de jugulares abertas

o ch&#227;o sumira
sob a sola suja dos teus p&#233;s
que apontavam todas as dire&#231;&#245;es
como um carrossel

a boca da noite se abriu
faminta sobre tua cabe&#231;a
trazendo a lua consigo 
minguando espreitada na janela

... a morte nunca morre as seis da tarde.</description>
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      <pubDate>Fri, 08 Jun 2007 11:31:10 GMT</pubDate>
      <dcterms:modified>2008-06-18</dcterms:modified>
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      <dc:creator>Rogerio Santos</dc:creator>
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      <itunes:summary>as 16:30 f&#244;ra aceso o incenso
no canto da sala 
revestida de arte dec&#243;
e cores p&#250;rpuras de &#243;pio

pouco depois
seu corpo exaltava a via crucis
como pomba gira sem norte
ou exu na contra-m&#227;o

ali, como num teatro
nasciam seus dem&#244;nios em segredo
e morreriam depois
de jugulares abertas

o ch&#227;o sumira
sob a sola suja dos teus p&#233;s
que apontavam todas as dire&#231;&#245;es
como um carrossel

a boca da noite se abriu
faminta sobre tua cabe&#231;a
trazendo a lua consigo 
minguando espreitada na janela

... a morte nunca morre as seis da tarde.</itunes:summary>
    </item>
    <item>
      <title>Losango</title>
      <description>&lt;img src="http://anonimo.podOmatic.com/mymedia/thumb/1022504/0x0_682059.jpg" alt="itunes pic" /&gt;&lt;br /&gt;Existem dois seres
Que vivem comigo
A vida,
Que est&#225; em mim
E a morte
Que anda comigo
Ambas se duelam
E se respeitam tamb&#233;m
Cabem-se em mim
E se fundem
A vida
Trabalha anos
A morte
Em minutos
Dizem por ai
Que as duas se revezam
Permanentemente
Num silencioso ciclo
A morte n&#227;o &#233; maldosa
Embora chegue sem aviso
J&#225; a vida
Avisa previamente
Quando se fecunda
E a morte nasce consigo
Sinto a vida em mim
Enquanto penso
A morte as vezes 
&#201; percebida me rondando
Mas anda comigo
O tempo todo
Ambas
Escrevem comigo agora
Ambas
Est&#227;o sentadas do meu lado
Nesse momento que escrevo
Se n&#227;o estivessem aqui comigo
Esse texto n&#227;o existiria
No entanto aqui se consuma
No mais
E bem fato
&#201; que estou morto
De vontade de viver</description>
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      <pubDate>Sat, 21 Apr 2007 14:17:21 GMT</pubDate>
      <dcterms:modified>2008-06-07</dcterms:modified>
      <dcterms:created>2007-04-21</dcterms:created>
      <link>http://anonimo.podOmatic.com</link>
      <dc:creator>Rogerio Santos</dc:creator>
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      <itunes:summary>Existem dois seres
Que vivem comigo
A vida,
Que est&#225; em mim
E a morte
Que anda comigo
Ambas se duelam
E se respeitam tamb&#233;m
Cabem-se em mim
E se fundem
A vida
Trabalha anos
A morte
Em minutos
Dizem por ai
Que as duas se revezam
Permanentemente
Num silencioso ciclo
A morte n&#227;o &#233; maldosa
Embora chegue sem aviso
J&#225; a vida
Avisa previamente
Quando se fecunda
E a morte nasce consigo
Sinto a vida em mim
Enquanto penso
A morte as vezes 
&#201; percebida me rondando
Mas anda comigo
O tempo todo
Ambas
Escrevem comigo agora
Ambas
Est&#227;o sentadas do meu lado
Nesse momento que escrevo
Se n&#227;o estivessem aqui comigo
Esse texto n&#227;o existiria
No entanto aqui se consuma
No mais
E bem fato
&#201; que estou morto
De vontade de viver</itunes:summary>
    </item>
    <item>
      <title>Eu Incerto</title>
      <description>&lt;img src="http://anonimo.podOmatic.com/mymedia/thumb/1022504/0x0_682060.jpg" alt="itunes pic" /&gt;&lt;br /&gt;Bobagem tua
Querer saber de mim
Devo estar
Dentro de alguma birita
Engarrafado
Na &#250;ltima guimba trai&#231;oeira
Do cigarro

Mas se quiser
Me procure no po&#231;o
L&#225; no fundo
Nadando na euforia
De um grande afogamento
De uma morte sombria

Na mar&#233; de incertezas
Carrego tantas comigo
Que as vezes o fardo pesa
As vezes 
Sou o pr&#243;prio peso do fardo
De quem carrega

N&#227;o queira saber de mim
Hoje
N&#227;o estou pra ningu&#233;m
Porque ningu&#233;m est&#225; comigo
Nem mesmo meu umbigo

Relaxe a raz&#227;o
N&#227;o ligue pr&#225; mim
E de mim se desligue
Hoje sou ontem
Ontem n&#227;o existe mais
Porque s&#243; quero paz
N&#227;o quero nada mais

Respeite meu ermetismo
E meu copo cheio
De algum venenoso
Tudo que eu quero
&#201; um momento vazio
Uma parede sem quadro
E uma noite sem brilho
Bobagem tua
Querer saber de mim

Can&#231;&#245;es: "Melodia del Rio" - R&#250;ben Gonz&#225;lez
                  "Esc&#226;ndalo" - &#194;ngela R&#244; R&#244;"</description>
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      <pubDate>Mon, 09 Apr 2007 00:55:47 GMT</pubDate>
      <dcterms:modified>2008-06-11</dcterms:modified>
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      <dc:creator>Rogerio Santos</dc:creator>
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      <itunes:summary>Bobagem tua
Querer saber de mim
Devo estar
Dentro de alguma birita
Engarrafado
Na &#250;ltima guimba trai&#231;oeira
Do cigarro

Mas se quiser
Me procure no po&#231;o
L&#225; no fundo
Nadando na euforia
De um grande afogamento
De uma morte sombria

Na mar&#233; de incertezas
Carrego tantas comigo
Que as vezes o fardo pesa
As vezes 
Sou o pr&#243;prio peso do fardo
De quem carrega

N&#227;o queira saber de mim
Hoje
N&#227;o estou pra ningu&#233;m
Porque ningu&#233;m est&#225; comigo
Nem mesmo meu umbigo

Relaxe a raz&#227;o
N&#227;o ligue pr&#225; mim
E de mim se desligue
Hoje sou ontem
Ontem n&#227;o existe mais
Porque s&#243; quero paz
N&#227;o quero nada mais

Respeite meu ermetismo
E meu copo cheio
De algum venenoso
Tudo que eu quero
&#201; um momento vazio
Uma parede sem quadro
E uma noite sem brilho
Bobagem tua
Querer saber de mim

Can&#231;&#245;es: "Melodia del Rio" - R&#250;ben Gonz&#225;lez
                  "Esc&#226;ndalo" - &#194;ngela R&#244; R&#244;"</itunes:summary>
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    <item>
      <title>Cad&#225;ver Marginal</title>
      <description>&lt;img src="http://anonimo.podOmatic.com/mymedia/thumb/1022504/0x0_682061.jpg" alt="itunes pic" /&gt;&lt;br /&gt;Ent&#227;o
Aquele defunto desgra&#231;ado
Exposto e latejado
Entoando um sorriso aflito 
Entre os frios l&#225;bios
Dizia horrores telep&#225;ticos
A quem quisesse ouvir

Ora,
Eu, de sobrenome populesco
Impostor barato e sem cabresto
Com meus dentes ranzinzas
Fitava a nuance de tua testa branca

Em vida
O pobre dem&#244;nio bestial
recitava a agonia
E dizia-se da vanguarda
Regrado a biritas, baratas
E Ataulfos  ao raiar das quatro

Comprava o diabo com cacha&#231;a
Se dizia boa pra&#231;a
De todos os santos e orix&#225;s
Que no &#226;mago dos dias pr&#243;ximos
Teu pedigree ia reinar

Mas o tolo presuposto
Que a tantos deu desgosto
N&#227;o pulou o carnaval
N&#227;o brindou a boemia
Triste fantasia
De cad&#225;ver marginal</description>
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      <pubDate>Wed, 21 Mar 2007 00:34:12 GMT</pubDate>
      <dcterms:modified>2008-06-11</dcterms:modified>
      <dcterms:created>2007-03-21</dcterms:created>
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      <dc:creator>Rogerio Santos</dc:creator>
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      <itunes:summary>Ent&#227;o
Aquele defunto desgra&#231;ado
Exposto e latejado
Entoando um sorriso aflito 
Entre os frios l&#225;bios
Dizia horrores telep&#225;ticos
A quem quisesse ouvir

Ora,
Eu, de sobrenome populesco
Impostor barato e sem cabresto
Com meus dentes ranzinzas
Fitava a nuance de tua testa branca

Em vida
O pobre dem&#244;nio bestial
recitava a agonia
E dizia-se da vanguarda
Regrado a biritas, baratas
E Ataulfos  ao raiar das quatro

Comprava o diabo com cacha&#231;a
Se dizia boa pra&#231;a
De todos os santos e orix&#225;s
Que no &#226;mago dos dias pr&#243;ximos
Teu pedigree ia reinar

Mas o tolo presuposto
Que a tantos deu desgosto
N&#227;o pulou o carnaval
N&#227;o brindou a boemia
Triste fantasia
De cad&#225;ver marginal</itunes:summary>
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    <item>
      <title>Decomposto</title>
      <description>&lt;img src="http://anonimo.podOmatic.com/mymedia/thumb/1022504/0x0_682062.jpg" alt="itunes pic" /&gt;&lt;br /&gt;E vendo isso
Senti a necessidade de escrever
Urgentemente
Para evitar a decomposi&#231;&#227;o
De algo ao meu redor
Alguma coisa de tempo
Ou os fios do meu cabelo
Outras coisas mais v&#227;s
Em permanente decomposi&#231;&#227;o
Ante a esses alaridos estranhos

Mas isso
Que de t&#227;o estranho
E t&#227;o conciso
Ou que n&#227;o explico
Tem voz
&#201; melodia
E me incita
E me instiga
Ao caminho invis&#237;vel
E ser&#225; preciso dizer o que estou vendo
Mesmo que apresente
Uma paisagem falsa
Tem que ser dito

Algo que seja denso
Ou que d&#234; sentido
Mesmo que meu &#226;mago
E minha pr&#243;pria atmosfera limite
N&#227;o tem jeito
&#201; recorrente
Infelizmente eu escrevo
Sobre uma evid&#234;ncia
Que me conduzir&#225; &#224; garganta da noite
E s&#243; ela
Nenhuma outra
Me trar&#225; de volta esse quadro
Esse ru&#237;do
Que tampouco explico
Tampouco digo
S&#243; escrevo</description>
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      <pubDate>Wed, 21 Feb 2007 02:27:32 GMT</pubDate>
      <dcterms:modified>2008-06-04</dcterms:modified>
      <dcterms:created>2007-02-21</dcterms:created>
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      <dc:creator>Rogerio Santos</dc:creator>
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      <itunes:summary>E vendo isso
Senti a necessidade de escrever
Urgentemente
Para evitar a decomposi&#231;&#227;o
De algo ao meu redor
Alguma coisa de tempo
Ou os fios do meu cabelo
Outras coisas mais v&#227;s
Em permanente decomposi&#231;&#227;o
Ante a esses alaridos estranhos

Mas isso
Que de t&#227;o estranho
E t&#227;o conciso
Ou que n&#227;o explico
Tem voz
&#201; melodia
E me incita
E me instiga
Ao caminho invis&#237;vel
E ser&#225; preciso dizer o que estou vendo
Mesmo que apresente
Uma paisagem falsa
Tem que ser dito

Algo que seja denso
Ou que d&#234; sentido
Mesmo que meu &#226;mago
E minha pr&#243;pria atmosfera limite
N&#227;o tem jeito
&#201; recorrente
Infelizmente eu escrevo
Sobre uma evid&#234;ncia
Que me conduzir&#225; &#224; garganta da noite
E s&#243; ela
Nenhuma outra
Me trar&#225; de volta esse quadro
Esse ru&#237;do
Que tampouco explico
Tampouco digo
S&#243; escrevo</itunes:summary>
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    <item>
      <title>MARGINAL</title>
      <description>&lt;img src="http://anonimo.podOmatic.com/images/icons/unknown_filetype.png" alt="itunes pic" /&gt;&lt;br /&gt;Virei um marginal silencioso
Que n&#227;o fala com os outros
E com Deus muito pouco
Mas percebo como um louco
&#192; margem do que est&#225; escrito
Meu sil&#234;ncio &#233; valioso
&#201; preciso
&#201; certeiro
Tem tempo certo
De fato dizer maldoso
E n&#227;o devo nada por isso

Dia desses atravessei o bosque
Dormindo
Mas n&#227;o sonhei
Porque sonhar &#233; muito lento
Eu queria ver de perto
Esse pl&#225;gio de ser eterno
A vida &#233; uma branca p&#225;gina
Escrita a cada dia
Filho da puta de mim
que n&#227;o escrevo
Porque escrever &#233; nostalgia
Do que veio ou que viria
E em verdade
Tudo tem hor&#225;rio
Tudo tem dia
Porque enfim me marginalizo
Pr&#225; n&#227;o ter percep&#231;&#227;o de tudo isso
Pr&#225; perder os sentidos
Do que pr&#225; mim n&#227;o faz sentido
E a raz&#227;o talvez explique
Tantos por qu&#234;s de tudo isso

M&#250;sica: "Whole Lotta Love" - Led Zeppelin</description>
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      <pubDate>Tue, 23 Jan 2007 13:50:46 GMT</pubDate>
      <dcterms:modified>2008-06-11</dcterms:modified>
      <dcterms:created>2007-01-23</dcterms:created>
      <link>http://anonimo.podOmatic.com</link>
      <dc:creator>Rogerio Santos</dc:creator>
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      <itunes:summary>Virei um marginal silencioso
Que n&#227;o fala com os outros
E com Deus muito pouco
Mas percebo como um louco
&#192; margem do que est&#225; escrito
Meu sil&#234;ncio &#233; valioso
&#201; preciso
&#201; certeiro
Tem tempo certo
De fato dizer maldoso
E n&#227;o devo nada por isso

Dia desses atravessei o bosque
Dormindo
Mas n&#227;o sonhei
Porque sonhar &#233; muito lento
Eu queria ver de perto
Esse pl&#225;gio de ser eterno
A vida &#233; uma branca p&#225;gina
Escrita a cada dia
Filho da puta de mim
que n&#227;o escrevo
Porque escrever &#233; nostalgia
Do que veio ou que viria
E em verdade
Tudo tem hor&#225;rio
Tudo tem dia
Porque enfim me marginalizo
Pr&#225; n&#227;o ter percep&#231;&#227;o de tudo isso
Pr&#225; perder os sentidos
Do que pr&#225; mim n&#227;o faz sentido
E a raz&#227;o talvez explique
Tantos por qu&#234;s de tudo isso

M&#250;sica: "Whole Lotta Love" - Led Zeppelin</itunes:summary>
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    <item>
      <title>A Boca</title>
      <description>&lt;img src="http://anonimo.podOmatic.com/mymedia/thumb/1022504/0x0_682064.jpeg" alt="itunes pic" /&gt;&lt;br /&gt;A boca que exclama o verbo
&#201; a mesma que se compadece
Ante a copula&#231;&#227;o do beijo
E o tato desnorteado
Diante de dois mamilos
E todos seus poros &#250;midos

A boca &#233; perigosa
Subversiva quando excitada
E seus dentes em constante retaguarda
Ela em sua cad&#234;ncia e natureza
Acesa mesmo rubra
Anseia sempre, sempre anseia

A boca mesmo s&#243;
&#201; constante e plural
Tudo dela prov&#233;m
Porque conspira contra o silencio
E este por si pr&#243;prio
E rival ca&#237;do

A boca &#233; indec&#234;ncia
Porque &#233; nua e sem pudor
Decora, devora e deflora
Como num incesto
Todas as zonas da pele
E o corpo festeja e comunga com ela
Quando lateja o orgasmo

A boca quer ser percebida
Em toda sua natureza
Em todo seu &#225;libi e h&#225;lito
Do contr&#225;rio se inflama
Em l&#237;ngua e l&#225;bio
E tantas vezes controversa
A boca tem tudo
E n&#227;o tem raz&#227;o

Voz: Leandro Lascado</description>
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      <comments>http://anonimo.podOmatic.com/entry/2007-01-19T10_49_52-08_00</comments>
      <pubDate>Fri, 19 Jan 2007 18:49:52 GMT</pubDate>
      <dcterms:modified>2008-06-07</dcterms:modified>
      <dcterms:created>2007-01-19</dcterms:created>
      <link>http://anonimo.podOmatic.com</link>
      <dc:creator>Rogerio Santos</dc:creator>
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      <itunes:summary>A boca que exclama o verbo
&#201; a mesma que se compadece
Ante a copula&#231;&#227;o do beijo
E o tato desnorteado
Diante de dois mamilos
E todos seus poros &#250;midos

A boca &#233; perigosa
Subversiva quando excitada
E seus dentes em constante retaguarda
Ela em sua cad&#234;ncia e natureza
Acesa mesmo rubra
Anseia sempre, sempre anseia

A boca mesmo s&#243;
&#201; constante e plural
Tudo dela prov&#233;m
Porque conspira contra o silencio
E este por si pr&#243;prio
E rival ca&#237;do

A boca &#233; indec&#234;ncia
Porque &#233; nua e sem pudor
Decora, devora e deflora
Como num incesto
Todas as zonas da pele
E o corpo festeja e comunga com ela
Quando lateja o orgasmo

A boca quer ser percebida
Em toda sua natureza
Em todo seu &#225;libi e h&#225;lito
Do contr&#225;rio se inflama
Em l&#237;ngua e l&#225;bio
E tantas vezes controversa
A boca tem tudo
E n&#227;o tem raz&#227;o

Voz: Leandro Lascado</itunes:summary>
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    <item>
      <title>Subjetivo</title>
      <description>&lt;img src="http://anonimo.podOmatic.com/mymedia/thumb/1022504/0x0_682065.gif" alt="itunes pic" /&gt;&lt;br /&gt;E esta frase?
Que fa&#231;o com ela?
J&#225; n&#227;o diz mais nada
E pouco faz do que dizer
Ficou calada
Por conta d&#8217;um gesto
Um adjetivo est&#250;pido
Um porque descal&#231;o
Que morreu de coma
Coisa p&#243;stuma &#224; resposta
Uma grande confus&#227;o
Que n&#227;o cabe mais no n&#227;o
Sem paz e sem medida
Tem um quero profundo
Que incita o verbo
Mas ainda &#233; abstra&#231;&#227;o

E o que fazer com esta frase
Mesmo que mais nada diga
E diz muito pouco do que faz
Ainda calada
Por um gesto sem conta
A estupidez de um adjetivo
E um porque de p&#233;s no ch&#227;o
Que jaz no vazio
Que resposta concebida a esta coisa?
Grande N&#195;O
A medida da paz perdida
Persiste a voraz quimera
O verbo explode
Mas ainda &#233; abstra&#231;&#227;o
</description>
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      <comments>http://anonimo.podOmatic.com/entry/2007-01-19T09_14_09-08_00</comments>
      <pubDate>Fri, 19 Jan 2007 17:14:09 GMT</pubDate>
      <dcterms:modified>2008-06-07</dcterms:modified>
      <dcterms:created>2007-01-19</dcterms:created>
      <link>http://anonimo.podOmatic.com</link>
      <dc:creator>Rogerio Santos</dc:creator>
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Que fa&#231;o com ela?
J&#225; n&#227;o diz mais nada
E pouco faz do que dizer
Ficou calada
Por conta d&#8217;um gesto
Um adjetivo est&#250;pido
Um porque descal&#231;o
Que morreu de coma
Coisa p&#243;stuma &#224; resposta
Uma grande confus&#227;o
Que n&#227;o cabe mais no n&#227;o
Sem paz e sem medida
Tem um quero profundo
Que incita o verbo
Mas ainda &#233; abstra&#231;&#227;o

E o que fazer com esta frase
Mesmo que mais nada diga
E diz muito pouco do que faz
Ainda calada
Por um gesto sem conta
A estupidez de um adjetivo
E um porque de p&#233;s no ch&#227;o
Que jaz no vazio
Que resposta concebida a esta coisa?
Grande N&#195;O
A medida da paz perdida
Persiste a voraz quimera
O verbo explode
Mas ainda &#233; abstra&#231;&#227;o
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      <title>ANONIMO</title>
      <description>&lt;img src="http://anonimo.podOmatic.com/mymedia/thumb/1022504/0x0_682066.jpeg" alt="itunes pic" /&gt;&lt;br /&gt;An&#244;nimo n&#227;o tem nome
Tampouco hom&#244;nimo
Passado ou futuro
An&#244;nimo n&#227;o tem
Ou se teve ou ter&#225;
N&#227;o se sabe bem
An&#244;nimo s&#243; tem presente
An&#244;nimo n&#227;o tem pronome
S&#243; substantivo abstrato
N&#227;o tem dia exato
Nem sexo
An&#244;nimo n&#227;o tem nexo
Existe mas &#233; inexistente
An&#244;nimo N&#227;o tem patente.</description>
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      <pubDate>Fri, 19 Jan 2007 16:24:15 GMT</pubDate>
      <dcterms:modified>2008-06-11</dcterms:modified>
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Tampouco hom&#244;nimo
Passado ou futuro
An&#244;nimo n&#227;o tem
Ou se teve ou ter&#225;
N&#227;o se sabe bem
An&#244;nimo s&#243; tem presente
An&#244;nimo n&#227;o tem pronome
S&#243; substantivo abstrato
N&#227;o tem dia exato
Nem sexo
An&#244;nimo n&#227;o tem nexo
Existe mas &#233; inexistente
An&#244;nimo N&#227;o tem patente.</itunes:summary>
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